A verdade sobre barras energéticas

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Uma palavra descreve o que todos nós procuramos numa dieta: conveniência. Enchem-se os supermercados com produtos que garantem “energia o dia inteiro”, que combatem a fadiga, que fazem os músculos crescer ou ajudam a perder peso, e é certo que vão voar das prateleiras. É por isso que o negócio das barras energéticas ganha milhões por ano.

Se esquecermos os anúncios inspiradores e as caixas fluorescentes, ficamos com uma barra carregada de açúcares, gordura e uma quantidade de vitaminas desproporcional. Será que precisamos mesmo destas barras? Farão realmente o que prometem?

Podem não ter a proteína que pensa

Algumas barras que substituem refeições podem não ter tanta proteína quanto pensa. Não vai encontrar carnes ou peixes nos ingredientes, porque estes estão escondidos em nomes como gelatina, colagénio hidrogenado ou gelatina hidrogenada. Tanto o colagénio como a gelatina não têm um importante aminoácido que fará deles uma fonte completa de proteína.

Procure por uma barra que liste whey ou caseína como um dos primeiros ingredientes. Estas proteínas derivadas do leite contêm todos os aminoácidos essenciais de que os músculos precisam.

Questões hormonais

“Proteína 100% natural” é normalmente código para soja, algo que estudos provam que podem causar ginecomastia – crescimento anormal das glândulas mamárias nos homens. Quando consome proteína de soja, está na verdadea estimular dois componentes orgânicos: genisteína e daidzeína. Ambos agem de modo semelhante ao estrogénio pelo que são conhecidos como fitoestrogénios (estrogénio produzido por vegetais). Evite abusar destas barras, senão vai potenciar uma devastação hormonal.

São geralmente coladas com açúcar

Muitas barras alegadamente saudáveis contêm xarope de milho rico em frutose, que elevam rapidamente os níveis de açúcar no sangue e cancelam os potenciais benefícios que poderia obter de alimentos saudáveis como a aveia.

Vá pelos hábitos antigos e coma umas fatias de queijo e uns biscoitos de aveia para diminuir as quantidades de açúcar e calorias que poderá ingerir ao comer uma barra.

Se está depende da conveniência de uma barra, escolha uma que não tenha mais de cinco ingredientes. “Quanto maior a lista e maior o número de ingredientes com nome estranho, mais longe está de alimentos saudáveis”, dizem investigadores especialistas em nutrição.

Não melhoram a sua energia

A maioria dos consumidores espera que uma “barra energética” os faça sentir mais energéticos ou que dê energia suficiente para fazer umas repetições extra. Mas para os nutricionistas, “energia” significa apenas calorias. O uso de “energia” nos slogans que vemos em quase todas as barras é portanto ambíguo. A menos que esteja a recuperar de um treino arrasador ou a correr para uma maratona, opte por alimentos naturais como aveia, fruta, pão entre outros.

Estão carregadas de substitutos do açúcar

Barras com quantidades reduzidas de açúcar ou até sem açúcar apelam a consumidores conscientes dos hidratos de carbono, porque estas têm um pequeno impacto no açúcar no sangue – mas não sem um preço. Substitutos do açúcar como malitol e sorbitol podem causar efeitos secundários desconfortáveis como gases, flatulência e diarreia quando ingeridos em grandes quantidades – como as encontradas numa barra energética. O que é reduzido em açúcares não quer dizer que seja reduzido em calorias – pelo menos não o suficiente para ser considerado importante na hora de escolher. O malitol, por exemplo, tem 75 por cento das calorias do açúcar, mas como não é tão doce como o açúcar em si, tem de ser usado em maiores quantidades para ter o mesmo sabor.

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